Zoomex Card transforma crypto em poder de compra com cartão virtual Mastercard
A Zoomex, exchange global de derivativos crypto com 3 milhões de usuários, lançou o Zoomex Card, um cartão virtual Mastercard que permite converter ativos digitais em moeda fiduciária para gastar em milhões de estabelecimentos. O produto é resultado de uma parceria com a UR, plataforma financeira regulada na Suíça, e representa o passo mais concreto da exchange para integrar o universo crypto ao dia a dia.
Fundada em 2021, a Zoomex passou o primeiro semestre de 2026 expandindo o ecossistema para além da negociação de derivativos. Além do cartão, a exchange firmou parceria com a equipe TGR Haas de Fórmula 1 e estruturou um programa VIP com recompensas. O Zoomex Card, no entanto, é o que conecta de forma mais direta o saldo em crypto ao bolso do usuário.
A parceria com a UR não é casual nem apenas operacional. A instituição suíça opera com licenciamento bancário e supervisão regulatória local, o que significa que cada transação do cartão passa por uma estrutura de compliance e custódia alinhada aos padrões do sistema financeiro tradicional. Do lado da Zoomex, a base de usuários e a infraestrutura de negociação com mais de 590 pares de ativos complementam a equação.
O funcionamento é simples e resolve um gargalo histórico do mercado crypto. O usuário deposita USDC na conta do Zoomex Card, converte o saldo para uma das moedas fiduciárias disponíveis e passa a gastar onde Mastercard é aceito online. As opções de câmbio incluem dólar americano, euro, franco suíço, iene japonês, dólar de Cingapura e dólar de Hong Kong.
Além dos principais wallets móveis, o cartão é compatível com Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay, eliminando a necessidade de carregar um plástico físico. Também funciona com Alipay e WeChat Pay, ampliando o alcance para usuários asiáticos. Não há suporte a saque em ATM porque o cartão é exclusivamente virtual, mas o saldo não utilizado pode retornar à plataforma de negociação da Zoomex sem custos.
A estrutura de taxas tem dois componentes. A conversão de USDC para saldo fiduciário tem taxa de 1%, e o gasto na mesma moeda do saldo é zero. Quando a moeda da compra difere da moeda do saldo, entra a taxa de câmbio da Mastercard, que gira em torno de 1% a 2%. Não há taxa de emissão, anuidade ou taxa de retorno de saldo.
O Brasil está entre os países elegíveis, já que não consta na lista de regiões não suportadas pela UR. O Real Brasileiro (BRL) não está entre as seis moedas de settlement, mas o usuário pode carregar o cartão em dólar e gastar em reais com conversão automática pela Mastercard.
Durante o lançamento, a Zoomex ofereceu 1% de cashback, promoção encerrada em 30 de abril. Novos usuários recebem US$ 10 ao fazer a primeira compra de US$ 5 nos primeiros 30 dias.
O cartão está disponível em mais de 50 países, com ativação via verificação de identidade na UR usando passaporte ou documento com chip.
A segurança está ancorada em três frentes. A custódia dos ativos fica com a UR sob supervisão regulatória suíça. A Zoomex publica Proof of Reserves regularmente e passa por auditorias da Hacken. A estrutura de compliance inclui licenças nos Estados Unidos, Canadá, NFA e Austrália, além de registros em múltiplas jurisdições.
O cartão não existe como produto isolado. Ele se conecta ao Programa VIP da Zoomex, ao Rewards Hub e às opções de entrada fiduciária já existentes na plataforma. Um usuário que negocia na exchange pode usar o mesmo saldo para recarregar o cartão, sem precisar sacar para uma wallet externa nem pagar taxas extras. O movimento da Zoomex acompanha uma tendência mais ampla do mercado de crypto cards. Cada vez mais exchanges oferecem cartões de débito, mas a maioria opera com taxas escondidas ou spread embutido na conversão. A aposta da Zoomex é que transparência e parceria com uma instituição regulada são diferenciais que o mercado passa a valorizar.
Para o usuário da Zoomex, o cartão resolve um problema prático do dia a dia. Em vez de manter crypto parada ou passar por transferências até chegar a um cartão tradicional, o saldo em USDC vira poder de compra em poucos cliques. Não é uma revolução, mas cada vez mais a linha entre o digital e o gasto cotidiano fica mais fina.
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