Mercado Crypto

A China reforçou o bloqueio ao cripto no ano em que se fala em reabertura

Joseph Chee, que dirige a Solana Company, disse em entrevista que o cripto pode viver outro superciclo se a China controlar os riscos e liberar a negociação de criptomoedas e o uso da tecnologia por empresas. Ele não deu prazo, e nenhum anúncio de reabertura foi feito.

A empresa dele está entre as que mais ganhariam com isso. A Solana Company tem capital aberto nos Estados Unidos e mantém o SOL, a criptomoeda da rede Solana, como principal ativo de tesouraria, com a Pantera Capital e a Summer Capital na estrutura. Chee foi chefe de banco de investimento da UBS na Ásia.

O que a China fez neste ano

A política chinesa para cripto andou na direção contrária. Em 6 de fevereiro, o banco central e mais sete autoridades publicaram uma circular que revogou a regra de 2021 e manteve a proibição, agora com dois detalhes explícitos. O texto trata como atividade financeira ilegal o serviço de cripto prestado a quem está na China mesmo por empresas de fora do país, e veta a emissão de stablecoins atreladas ao yuan no exterior sem autorização.

Hong Kong segue outro caminho e serve de laboratório para o governo. A cidade tem licenças próprias para corretoras e regras para stablecoins em vigor desde o meio do ano passado. A licença de Hong Kong não dá direito de atender quem está no continente, e a conversão de ativos do mundo real em tokens ficou proibida na China continental fora de infraestruturas aprovadas.

O país também empurra a sua própria moeda digital, o yuan digital, e uma reunião do banco central em novembro de 2025 já tinha reforçado a ordem de apertar a fiscalização sobre cripto.

Onde o mercado está

O SOL vale US$ 116, cerca de 60% abaixo do recorde de US$ 293 de janeiro de 2025. O bitcoin está em US$ 82,9 mil, com queda de 4,3% em 24 horas.

O superciclo descrito por Chee depende de uma decisão que não foi anunciada e que, neste ano, andou no sentido oposto. Não há prazo para uma mudança na política chinesa, e o que existe hoje é Hong Kong como porta de teste, sem acesso ao mercado do continente.

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