ETHB acumula US$ 250 mi em Ethereum com staking em 20 dias
ETHB acumula US$ 250 mi em Ethereum com staking em 20 dias
ETHB atrai capital institucional
O ETHB, fundo da BlackRock com exposição a staking de Ethereum, acumulou cerca de US$ 250 milhões em entradas nos últimos 20 dias de negociação, sem um único dia de saídas no período. O dado, da Arkham Intelligence, revela que a gestora aproveitou a correção do preço do Ethereum para ampliar a posição no ativo. O ETHB foi lançado em março de 2026 e atingiu US$ 872 milhões em ativos.
A última sessão individualizou a magnitude da compra. O ETHB absorveu US$ 13,9 milhões em um único dia de pregão. O apetite institucional pelo segundo maior criptoativo do mercado persiste, mesmo com o preço 37,7% abaixo do recorde histórico de novembro de 2024.
A escala de captura do ETHB se torna evidente quando contrastada com o resto do mercado. Os fundos de Ethereum listados nos Estados Unidos registraram semanas de fluxos negativos em agosto e início de setembro. O ETHE, da Grayscale, perdeu US$ 9,6 milhões em um único dia útil. O FETH, da Fidelity, teve saídas de US$ 26,2 milhões no mesmo mês. O ETHA, fundo spot da BlackRock, registrou saídas de US$ 53,4 milhões em 2 de setembro e US$ 18,6 milhões em 10 de setembro.
ETHB atinge US$ 872 mi em ativos. É o terceiro ETF de crypto da BlackRock, ao lado do ETHA e do IBIT.
O ETF se tornou o primeiro produto com staking de Ethereum a ultrapassar US$ 1 bilhão em ativos. O Bitcoin ainda domina o mercado, com o IBIT respondendo por dezenas de bilhões. No entanto, o fluxo para o ETHB indica que os alocadores começam a enxergar o staking como uma fonte de rendimento que justifica a exposição ao ETH além da especulação com preço.
O ETH negociou a US$ 2.578 nesta quinta-feira, dia 11 de setembro. O pico de 30 dias, de US$ 2.626,56, foi alcançado na própria quinta-feira. O fundo de 30 dias, de US$ 1.865 em 14 de agosto, representou um recuo de 27% antes da recuperação atual.
A correção de preço não assustou os gestores. A volatilidade do ativo coincide com o período de maior entrada de capital no ETHB. Gestoras compram durante as quedas, antecipando uma recuperação que pode levar semanas ou meses. O padrão se repete no mercado de Bitcoin. Instituições acumulam em momentos de baixa, antecipando a recuperação.
Staking atrai instituições com yield
O lançamento de ETFs com staking de Ethereum reforçou a narrativa de rendimento. O ETHB permite que instituições ganhem yield enquanto mantêm exposição ao ETH, combinando duas fontes de retorno. As recompensas líquidas anuais estimadas ficam entre 1,9% e 2,6%, após taxas e custódia.
A Grayscale iniciou o staking do ETHE em outubro de 2025. A SEC aprovou a prática em março. Emissores passaram a oferecer yield em produtos listados.
A dominância do ETHB revela uma dinâmica concentradora. Investidores preferem alocar capital no fundo da BlackRock em vez de distribuir entre múltiplos produtos. O FETH, da Fidelity, registrou saídas mesmo em dias de entrada líquida no setor. O ETHE, da Grayscale, perde participação para alternativas com taxas mais baixas.
A BitMine acumula 5,93 milhões de ETH, equivalente a 4,9% da oferta total. A empresa almeja controlar 5% da oferta. É o maior estoque institucional de ETH do mundo.
O volume de derivativos segue elevado, com funding rate positivo durante a correção.
Cenário macro pressiona ativos de risco
O comitê de política monetária do Fed está agendado para 15 e 16 de setembro. O Tesouro americano ampliou a recompra de títulos de longo prazo de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões por sessão, válido até 4 de novembro. Historicamente, a injeção de liquidez funciona como catalisador positivo para ativos de risco.
O Ethereum responde por 11,7% da capitalização total do mercado crypto, que opera próxima de US$ 2,71 trilhões. O bitcoin lidera com 58,2%. O fluxo do ETHB indica que essa hierarquia começa a ser questionada.
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