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Strive lidera as compras semanais de Bitcoin e passa de 26 mil moedas

A Strive comprou mais 1.355 bitcoins na semana de 14 a 18 de setembro, com preço médio de US$ 79.475 por moeda, taxas incluídas. O desembolso somou quase US$ 107,7 milhões e elevou a tesouraria da companhia de 25.000 para 26.355 BTC, conforme o formulário 8-K protocolado na SEC nesta segunda-feira. Com o Bitcoin cotado perto de US$ 85,6 mil, a reserva acumulada passava de US$ 2,2 bilhões.

O lote equivale a 5,4% da reserva em apenas uma semana. O caixa também subiu, passando de US$ 204,2 milhões para US$ 229,6 milhões entre 11 e 18 de setembro.

A tesouraria passou dos 26 mil BTC

O ritmo chama atenção porque a Strive chegou aos 25.000 BTC uma semana antes, após comprar 469 moedas a US$ 77.954 em média. A aquisição anterior, aberta no último dia de agosto e encerrada em 4 de setembro, somou 1.375 BTC a US$ 79.281 cada e levou a reserva a 24.531 moedas.

São 1.824 moedas acrescentadas ao balanço em pouco mais de duas semanas, sem nenhuma compra fora do padrão e sempre na mesma faixa de preço.

A Strive é hoje a quinta maior tesouraria corporativa de Bitcoin entre empresas de capital aberto. À frente estão Strategy, Twenty One Capital, Metaplanet e a mineradora MARA. A Strategy, que comprou 950 moedas na mesma semana, chegou a 846.000 BTC. A Twenty One Capital aparece com 43.514 BTC, e a MARA tem 35.577.

A segunda posição entrou no radar. Restam 14 semanas no ano, e a companhia teria de somar algo como 1.226 BTC a cada semana para passar a Twenty One Capital e assumir o segundo lugar entre as tesourarias abertas.

A compra veio acompanhada de uma mudança no financiamento

O financiamento da compra também mudou de composição na semana passada, e a diferença aparece nos próprios documentos enviados à SEC.

Exercícios de warrants começaram na semana anterior e renderam quase US$ 21,2 milhões brutos, com quase 786 mil papéis convertidos em ações. Com os warrants na conta, 57,7% do capital levantado no período veio da SATA, a ação preferencial de taxa variável da companhia, que negocia perto do valor nominal de US$ 100.

A tesouraria não cresce só com o caixa do negócio. A Strive levanta dinheiro no mercado de capitais e converte parte dele em Bitcoin, uma estrutura que dispensa dívida tradicional e não depende da operação.

A base acionária também aumentou. As ações Classe A passaram de 85,73 milhões para 87,80 milhões entre 11 e 18 de setembro, e o total de ações ordinárias efetivas, que soma Classe A e Classe B, subiu de 94,97 milhões para 97 milhões. Os warrants tradicionais em aberto caíram de 26,6 milhões para 25,8 milhões de papéis.

É essa comparação que define o resultado para quem já é acionista. Aumentar a reserva em Bitcoin não diz nada sozinho se a quantidade de ações crescer na mesma proporção.

Bitcoin por ação vira a principal conta

O mecanismo explica por que o financiamento importa tanto quanto o tamanho da compra, e a conta não fecha só com o número de bitcoins.

Quando a reserva cresce mais rápido que a base diluída, a fatia de Bitcoin de cada ação aumenta. Se a emissão de papéis avança mais rápido, o efeito se inverte. O 8-K mostra as duas forças na mesma semana. As ações ordinárias efetivas subiram 2,03 milhões, para 97 milhões. As ações SATA em circulação aumentaram 786.194 unidades, enquanto os warrants tradicionais exercíveis caíram 785.555. Mesmo com a emissão nova, o Bitcoin por ação subiu cerca de 3,2% entre 11 e 18 de setembro.

A conta pesa mais numa empresa cujo principal ativo é o Bitcoin. O crescimento nominal aparece no anúncio, mas a estrutura de capital decide quanto dele chega a cada ação.

Strive acelera enquanto Bitcoin sobe

O momento da compra também importa. A Strive pagou em média US$ 79.475 por BTC entre 14 e 18 de setembro. Na segunda-feira, o Bitcoin foi negociado acima de US$ 85.000, e o valor de mercado da reserva passou de US$ 2,25 bilhões. A companhia comprou boa parte do lote abaixo da cotação que o mercado passou a praticar depois do anúncio.

A diferença entre o preço médio da aquisição e a cotação posterior não vira lucro realizado. É valorização não realizada, que só existe enquanto os bitcoins seguirem na tesouraria.

O dado central do anúncio segue sendo a quantidade acumulada. A Strive fechou a semana com 26.355 BTC, caixa maior e uma base acionária diferente da que tinha em 11 de setembro. A distância entre o preço pago e a cotação atual não altera esse número, mas ajuda a explicar por que o mercado acompanha a operação de perto.

A companhia combina compras recorrentes, emissão de instrumentos no mercado de capitais e expansão da reserva. A exposição ao Bitcoin é o resultado visível dessa estrutura.

Duas medidas vão mostrar se a expansão continua rendendo para quem está dentro. O ritmo das novas compras define a velocidade da reserva. A relação entre o Bitcoin acumulado e a base de ações mostra quanto dessa reserva sobra para cada papel depois das emissões. A companhia vinha ganhando nessa conta, com o Bitcoin por ação em alta de 3,2% na semana, e é esse resultado que sustenta o discurso de uma tesouraria que cresce sem diluir o acionista.

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