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Superchain da Optimism ultrapassa US$ 14 bilhões em TVL e amplia escala do ecossistema Ethereum

A Optimism informou que o valor assegurado nas redes da Superchain passou de US$ 14 bilhões, número que reúne ativos depositados em blockchains construídas com componentes do OP Stack. A marca circulou como medida da dimensão do ecossistema da empresa, e a primeira leitura que ela pede é uma separação simples. O total não descreve a OP Mainnet nem qualquer rede isolada.

Cada uma dessas cadeias tem seus próprios usuários, aplicações e atividade econômica, e o que elas dividem é a base tecnológica.

A OP Mainnet, a rede original do projeto, aparece com cerca de US$ 1,8 bilhão em valor assegurado no L2BEAT, pouco mais de um oitavo do total citado.

A distância entre o agregado e as redes tem explicação. A Base responde por mais capital do que todas as outras juntas, com US$ 15,78 bilhões, segundo o L2BEAT. Em fevereiro de 2026, a Coinbase anunciou que a rede passaria a publicar o próprio cliente, no repositório base/base, com consenso e execução sob responsabilidade da equipe. A mudança encerrou o acordo de divisão de receita com o Optimism Collective, que a Base sustentava com a maior parte das taxas de sequenciamento do conjunto.

O registro oficial do Superchain mostra a composição atual. O repositório mantido pela Optimism lista 31 redes na mainnet, entre elas OP Mainnet, Celo, Ink, Unichain, World Chain, Fraxtal, Soneium, Mode e Zora. A Base não aparece na lista, porque deixou de seguir a especificação compartilhada em fevereiro.

Ink, World Chain, Unichain e Soneium somam pouco mais de US$ 900 milhões em valor assegurado no L2BEAT, menos que o capital reunido na rede que saiu do arranjo.

O critério que define o tamanho do agregado

O problema não está na aritmética. Está na definição de quais redes entram na conta, e ela mudou quando a maior delas deixou de compartilhar a especificação do OP Stack. Medido pelo L2BEAT, o valor assegurado das redes que continuam no registro chega a pouco mais de US$ 3 bilhões. A comparação com o agregado de US$ 14 bilhões só faz sentido com a lista de redes em mãos.

A interoperabilidade é a aposta da Optimism para ligar as redes. A empresa trabalha em três frentes, provas de validade aceitas por mais de uma cadeia, mensagens que atravessam redes e estado que deixa de ser local. Os primeiros contratos de interop entraram no ar em julho de 2025.

Hoje a experiência do usuário continua separada. Usar duas redes do mesmo OP Stack não significa mover ativos entre elas sem uma ponte, nem contar com liquidez unificada. Cada cadeia mantém o próprio conjunto de aplicações, a própria profundidade de mercado e o próprio processo de governança, e o capital que entra em uma delas não aparece automaticamente nas outras.

O valor assegurado mede o capital parado em cada rede. Ele não mede o quanto desse capital circula entre elas nem a facilidade de mover saldo de uma cadeia para outra.

Interoperabilidade passa a ser o próximo teste

A Optimism descreve o OP Stack como um conjunto modular de componentes de execução, consenso, disponibilidade de dados e liquidação. Para quem lança uma rede, a vantagem está em partir de uma base auditada em vez de escrever o software do zero. Entre as cadeias que seguem esse caminho estão a Unichain, criada pela Uniswap, a Ink, da Kraken, a World Chain, a Soneium, da Sony, e a Celo, que migrou para o OP Stack em março de 2025.

Ferramentas, padrões e upgrades compartilhados reduzem o custo de manutenção de quem publica código no conjunto, e a escala acumulada cria um mercado maior para aplicações de finanças descentralizadas e pagamentos. Um projeto novo encontra bibliotecas, auditores e infraestrutura prontos.

O rateio entre as redes do Superchain

As redes do Superchain pagam ao Optimism Collective o maior valor entre 2,5% da receita e 15% do lucro onchain. Em janeiro de 2026, a governança aprovou metade da receita líquida de sequenciamento em recompras do token OP.

Com a Base fora do rateio, a receita que alimenta esse mecanismo passa a depender de redes muito menores. Antes da mudança, a rede respondia por cerca de 96,5% das taxas que chegavam ao Optimism Collective. O token OP negocia perto de US$ 0,12, com queda de quase 10% no dia e capitalização próxima de US$ 283 milhões. O preço recuou de forma acentuada depois do anúncio de fevereiro e não voltou ao patamar anterior.

Para quem opera uma rede, o cálculo também mudou. A divisão de receita faz sentido quando o arranjo entrega interoperabilidade, e essa parte do projeto ainda está em construção.

O que mudaria a leitura é a interoperabilidade. Se provas, mensagens e estado compartilhado funcionarem como planejado, o capital depositado em cada rede passa a circular com mais liberdade e o agregado descreve uma economia integrada. Se o avanço ficar restrito ao papel, o valor continuará refletindo mercados que somam no painel e seguem separados na prática.

Com a Base fora do OP Stack desde fevereiro, o valor assegurado das 31 redes do registro fica perto de US$ 3 bilhões, e a maior delas tem mais capital sob custódia do que isso. A comparação exige saber qual lista foi somada.

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