Volume de Cardano dobra na semana e preço testa resistência de US$ 0,20
O volume de negociação de Cardano mais que dobrou em uma semana. Os contratos e as ordens à vista envolvendo a ADA somaram cerca de US$ 672 milhões em 24 horas, contra pouco mais de US$ 318 milhões registrados sete dias antes, segundo a plataforma de agregados CoinGecko. O avanço de 111% na atividade acompanha um preço que se move em direção a uma barreira técnica observada de perto pelo mercado.
O número valida o que as corretoras já sinalizavam.
Entre o fim de julho e o início de agosto, o ritmo de negociação da ADA subiu de forma consistente. O volume diário passou de cerca de US$ 311 milhões no dia 31 de julho para picos acima de US$ 700 milhões na semana, com o último dado consolidado girando na casa dos US$ 672 milhões. A variação em sete dias supera 100%, um salto que poucos ativos de grande capitalização registraram no mesmo período, e o movimento veio acompanhado de alta de 17,6% no preço na comparação semanal.
A ADA era negociada em torno de US$ 0,198, segundo a plataforma de agregados CoinGecko, depois de tocar US$ 0,208 no pico da semana. O valor de mercado total da Cardano girava em torno de US$ 7,4 bilhões, com a capitalização acompanhando o avanço do preço.
A média de 100 dias está logo acima.
É nessa região, entre US$ 0,197 e US$ 0,20, que os vendedores apareceram com frequência ao longo de 2025, segundo análises de mercado. Romper esse nível com volume elevado seria o sinal mais forte da recuperação recente, e é por isso que o aumento da atividade ganha importância técnica além do número em si.
Volume em alta com preço subindo costuma ser lido como participação real de compradores. Nas tentativas anteriores de recuperação, a falta de atividade era a fraqueza do movimento. Desta vez, o volume chegou para reforçar a tese.
Segundo a análise de mercado que circulou sobre o movimento, o volume à vista de ADA na Binance ultrapassou US$ 334 milhões em 24 horas, com avanço também na OKX, na Bybit e na Bitget. Os dados de derivativos acompanharam, com os traders mais relevantes mantendo posições compradas, em um cenário de proporção entre compras e vendas acima de 1,8 na maior corretora.
As liquidações ficaram equilibradas.
Em 24 horas, as posições vendidas que foram encerradas à força somaram cerca de US$ 3,28 milhões, contra US$ 635 mil de posições compradas, um desequilíbrio pequeno que indica pressão dos compradores sobre os vendedores, mas sem o estouro típico de um movimento especulativo extremo.
O caminho, porém, ainda tem obstáculos.
Superar a resistência de US$ 0,20 com um fechamento diário convincente abriria espaço para um novo alvo em torno de US$ 0,26, região da média de 200 dias. Abaixo, o suporte que sustentou a recuperação continua na faixa dos US$ 0,18, e é nele que o movimento recente se apoia caso o preço volte a testar os compradores. Os indicadores de momento já sinalizam força.
O índice de força relativa da ADA subiu acima da marca de 70, território de sobrecompra. Em tendências de alta com volume, esse tipo de leitura pode se manter elevada por mais tempo do que o usual antes de perder fôlego.
O teste decisivo agora é se o nível aguenta.
A alta de volume e preço em sete dias dá fôlego à narrativa de recuperação, mas a prova continua na resistência de US$ 0,20. Enquanto ela não for superada com convicção, o movimento recente vale como reação forte, ainda não como confirmação de uma nova fase de alta.
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