DeFi

ETH roubado da Aztec em junho segue para o Tornado Cash aos poucos

O endereço apontado como responsável pelo exploit do Aztec Private Rollup Bridge voltou a se mexer na blockchain. Segundo a empresa de segurança PeckShield, o invasor depositou mais 300 ETH no Tornado Cash, serviço que mistura transações e dificulta rastrear a origem dos fundos. O valor equivale a cerca de US$ 576 mil pelo preço atual do ether, e soma um padrão que vem se repetindo desde o ataque de junho.

O golpe original levou cerca de US$ 2,16 milhões da ponte.

A movimentação desta sexta não foi um único envio. O monitoramento mostra que o saldo entrou no mixer em três lotes de 100 ETH cada, um procedimento que fragmenta o rastreio e dificulta seguir o caminho do dinheiro depois da mistura.

Com o novo depósito, o total enviado pelo endereço ao Tornado Cash chegou a 500 ETH, o equivalente a pouco mais da metade do que foi roubado em junho.

O ataque que originou essa movimentação aconteceu em meados de junho. O exploit mirou o Private Rollup Bridge, um produto antigo da Aztec que havia sido descontinuado, e explorou uma brecha em um contrato imutável, sem possibilidade de pausa ou correção pela equipe por ter as chaves administrativas renunciadas.

A falha permitiu sacar ativos sem depósito correspondente.

Os valores levados incluíam 1.158 ETH, 150.000 DAI e 0,47 renBTC, totalizando cerca de US$ 2,16 milhões na data do ataque. A Aztec confirmou que o contrato afetado é um produto legado, sem relação com a rede atual da empresa nem com o token AZTEC.

Dois golpes na estrutura antiga

Em junho, o Aztec Connect, outro pedaço descontinuado da infraestrutura, também foi drenado em cerca de US$ 2,1 milhões, em um ataque que explorou um contrato antigo que havia sido aposentado anos antes. Os dois casos mostram um padrão comum, em que código legado segue processando saldo sem manutenção e acaba virando alvo.

O uso do Tornado Cash dificulta qualquer tentativa de recuperação.

O caminho do dinheiro no mixer

A mistura funciona como uma piscina de fundos, em que depósitos de vários endereços se combinam e as saídas partem de contas diferentes e novas. Isso quebra a ligação direta entre a carteira que enviou e as que recebem depois, atrapalhando o trabalho de quem tenta seguir o dinheiro na blockchain para recuperá-lo.

Até agora não há indicação de que parte dos valores tenha sido devolvida.

O caso se junta a uma sequência de exploits que marcaram as últimas semanas no mercado de bridges e contratos legados, em que produtos descontinuados seguem guardando saldo e viram alvo por estarem fora de manutenção.

O movimento aos poucos, em lotes pequenos, sugere uma estratégia de dissipar o valor no mixer para evitar bloqueios e tornar a recuperação inviável na prática. Para quem acompanha o caso, resta o rastro de uma quantia que, roubada em junho, segue desaparecendo no anonimato da rede, em um desfecho cada vez mais distante de qualquer devolução.

⚠️ Aviso importante

As informações aqui descritas refletem pesquisas realizadas pelo LaboNews e não devem ser consideradas recomendação de investimento ou endosso de segurança sobre ferramentas ou links externos. Recomendamos que, ao investir ou utilizar ferramentas de terceiros, você faça sua própria pesquisa sobre a segurança e os riscos envolvidos.

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