Eric Trump diz que o cripto venceu os bancos, e cita quatro que já vendem cripto
Eric Trump disse no TOKEN2049, em Cingapura, que o setor de cripto venceu os grandes bancos, e apontou quatro nomes para sustentar a afirmação, JPMorgan, BlackRock, Schwab e Fidelity, que segundo ele passaram a abraçar o setor. Na fala, afirmou que todos na plateia haviam vencido os bancos, porque a adesão deles aumenta a cada dia. O evento reuniu o setor em Cingapura no começo de outubro.
É uma virada de tom. Em 2025, ele dizia que os bancos podiam se tornar obsoletos. Agora, o discurso é de vitória conquistada.
Ele não fala de fora. É cofundador da American Bitcoin, empresa de mineração e tesouraria de bitcoin, e responde pela estratégia da companhia. É filho do presidente dos Estados Unidos e um dos nomes públicos do setor. Em entrevista, disse que bancos como o JPMorgan e o Bank of America mandaram cartas que encerraram os serviços bancários dele, e que isso o empurrou para o bitcoin.
Schwab abriu o balcão em maio
A Schwab é o caso mais documentado. Anunciou a oferta em abril e começou a vender bitcoin e ether ao varejo em 13 de maio, com taxa fixa de 75 pontos-base por operação, custódia no próprio banco e execução da Paxos. A casa tinha 39,8 milhões de contas de corretagem e 13,1 trilhões de dólares em ativos de clientes no segundo trimestre, e os clientes já carregavam cerca de 25 bilhões de dólares em produtos de cripto.
A resposta veio meses depois. O E*Trade, do Morgan Stanley, passou a oferecer bitcoin, ether e solana em 16 de julho, com 50 pontos-base por operação, um terço mais barato que a Schwab. A Fidelity, que já operava custódia própria e contas de aposentadoria com cripto, cobra 1% de spread. A Vanguard, que resistiu por anos, também entrou nos fundos de cripto.
Nos outros dois nomes citados, o movimento aparece na estrutura. O maior fundo de bitcoin do mundo é da BlackRock. O JPMorgan criou a Kinexys, sua plataforma de pagamentos e ativos tokenizados, e levou o JPM Coin, um token de depósito, para clientes institucionais em novembro de 2025, na rede Base, que é da Coinbase.
O que os quatro bancos citados fizeram foi entrar no negócio. Eles passaram a vender o produto e cobram por isso, com balcão próprio, taxa em pontos-base e custódia dentro de casa. A frase do palco descreve uma vitória do cripto, e o setor de fato ganhou a discussão. Quem ficou com a venda foi o banco.
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