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NEAR atinge o maior nível em 20 meses com dois alertas no radar

O NEAR saiu de cerca de US$ 1,90 há um mês e tocou US$ 4,44 nesta segunda-feira, 21 de setembro. Durante a cobertura, o token operava perto de US$ 4,15, com avanço de 24% na comparação com o preço do fim de domingo no melhor momento do dia. O ganho acumulado em 30 dias alcança 119% e, em sete dias, passa de 74%. O volume negociado em 24 horas superou US$ 1,9 bilhão, e o valor de mercado do token chegou a US$ 5,45 bilhões.

Mesmo com o salto, o token segue distante do topo histórico de US$ 20,44, registrado em janeiro de 2022. O preço atual equivale a pouco mais de um quinto daquele valor.

O que está puxando o NEAR

O dia foi positivo para o mercado. O bitcoin subia para cerca de US$ 85 mil e o ether para US$ 2,7 mil nesta segunda-feira, com os dois ativos avançando quase 6% em 24 horas. No sábado, 19, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em publicação na Truth Social que pretende criar uma força dedicada à inteligência artificial e nomear um responsável pelo setor, sem detalhar como o órgão funcionaria. O anúncio mexeu com os tokens que o mercado associa à inteligência artificial, grupo no qual o NEAR se encaixa desde que colocou agentes autônomos no centro do próprio roteiro.

A perna mais forte veio na sexta-feira, 18, quando o token avançou cerca de 20% em um único dia. Um dia antes, a alta tinha sido de 12%, com a cotação ainda perto de US$ 2,60.

Outro gatilho entrou em cena em 17 de setembro. O near.com passou a oferecer contratos futuros perpétuos confidenciais por padrão, com execução apoiada na Hyperliquid, plataforma que negocia perto de US$ 240 bilhões em derivativos a cada mês. A configuração aceita posições de até 40 vezes o capital depositado em mais de 50 mercados, e os detalhes da operação ficam ocultos do livro público. A margem pode ser enviada de mais de 35 redes diferentes e é convertida de forma automática em USDC antes da execução.

As ordens são casadas no livro da Hyperliquid, não na rede da NEAR, e a taxa de negociação fica com a plataforma de derivativos. À NEAR restam a margem e a privacidade.

O roteiro oficial do projeto, publicado em roadmap.near.org, organiza 2026 em duas frentes que o time reúne sob o nome de economia dos agentes. A primeira é a infraestrutura financeira entre redes, que inclui o NEAR Intents e a execução confidencial. A segunda é a camada destinada a agentes de inteligência artificial capazes de executar atividade econômica por conta própria, com pagamento e liquidação na rede. A aposta é que a mesma estrutura que roteia uma troca entre redes possa intermediar a contratação de serviços por agentes.

O volume acumulado que passa pelo NEAR Intents se aproxima de US$ 30 bilhões, distribuído por mais de 35 redes, segundo os números divulgados pelo próprio protocolo.

Os números do ecossistema começam a acompanhar o preço

As taxas brutas do protocolo somavam cerca de US$ 5,24 milhões nos 30 dias anteriores, e a receita líquida ficou em US$ 1,82 milhão depois dos repasses a parceiros, solvers e aplicativos, segundo o painel de receitas mantido pela própria NEAR. A captura líquida representa 9,1% do total arrecadado. Parte desse valor alimenta recompras de NEAR que retiram tokens de circulação, mecanismo ligado a uma taxa base sobre as operações roteadas pela camada de intents.

O volume histórico roteado pelo NEAR Intents cresceu 24,2 vezes na comparação com o ano anterior, segundo o mesmo painel de receitas, que mede o acumulado desde o início da operação.

O valor bloqueado nos pools confidenciais do NEAR Intents chegou a US$ 97,9 milhões, quase 2,9 vezes o nível de um mês antes e 214,5% acima do registrado 90 dias antes. O valor total bloqueado do protocolo superou US$ 250 milhões pela primeira vez, com a camada de intents respondendo por mais da metade desse montante.

Os indicadores de atividade explicam a narrativa, mas não sustentam preço sozinhos. A receita de 30 dias equivale a uma fração pequena do volume que passa pela camada.

A alta começa a produzir sinais de excesso

O ritmo da valorização aparece primeiro nos indicadores. O RSI do NEAR passou de 91 durante a disparada desta segunda-feira, o maior nível da série histórica do indicador, e voltou para a faixa de 74 depois disso. O token também opera mais de 100% acima da média móvel de 50 dias, que fica perto de US$ 2,12. Leituras acima de 70 indicam sobrecompra, e a distância até a média mostra o quanto o preço se separou do próprio histórico recente.

Os fluxos nas corretoras reforçam a leitura. As entradas de NEAR em plataformas centralizadas superaram as saídas nos últimos dias, o que amplia a oferta disponível para negociação.

Para Michael van de Poppe, que acompanha o token há meses, a valorização pode parar no curto prazo. A expectativa do analista é de consolidação nos preços atuais e de uma volta a US$ 3 caso o bitcoin corrija, seguida de uma nova perna de alta no quarto trimestre. Ele também afirmou ter montado posição na faixa de US$ 1,20 a US$ 1,50 e disse que poucos ativos do ciclo atual são tão confortáveis de carregar. O perfil CryptoBullet, no X, enxerga um fundo duplo no gráfico macro e projeta uma subida até US$ 8 e depois até US$ 20, com US$ 40 no cenário mais extremo.

A velocidade da alta deixa de ser o que importa. A partir de US$ 4,15, o teste do NEAR é a capacidade de absorver os ganhos da semana sem desmontar a estrutura que levou o token até aqui.

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