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O BNB caiu na semana em que a rede queimou 1,65 milhão de tokens

A BNB Chain queimou 1.646.196,44 BNB nesta segunda-feira, no 37º corte trimestral do seu programa de queima. Pelo preço do momento, a operação valeu US$ 1.197.344.519,40, e a oferta total da moeda ficou em 131.512.085 de BNB. O destino é o endereço 0x000000000000000000000000000000000000dEaD, sem chave privada conhecida, e o registro está na BSC.

O mercado não mudou de humor com o anúncio. No começo da tarde em São Paulo, o BNB valia US$ 725,85, com alta de 1,8% em 24 horas e queda de 3,7% em sete dias. O token havia superado os US$ 800 no começo do mês, depois de oito meses, e recuou desde então.

O corte segue uma fórmula pública e um calendário trimestral. Ele encolhe a oferta, e a procura pela moeda é outra conta. O preço da semana mostra que ela não se moveu junto.

Em 15 de julho, o programa retirou 1.615.827,795 BNB, avaliados em US$ 931,7 milhões. A conta desta segunda-feira ficou 30.368 BNB acima, alta de 1,88% na quantidade. Em dólares, o salto foi de 28,5%, quase US$ 265,6 milhões a mais. O valor é uma referência de tamanho, e não um resgate pago a quem mantém a moeda.

A diferença está na cotação usada no cálculo. A Fundação BNB parte da mediana do preço da moeda no trimestre e da contagem de blocos da rede. Dividido pelos tokens retirados, o valor anunciado implica US$ 727 por BNB, contra US$ 577 na queima anterior.

A cifra em dólares subiu mais que o volume de tokens

O número também não é recorde. A queima de 15 de janeiro, a 34ª, retirou 1.371.803,77 BNB e foi avaliada em US$ 1,277 bilhão, acima do valor anunciado agora. Naquele trimestre, a mediana do período rondou US$ 930 por unidade, quando a moeda vinha do pico histórico de US$ 1.369,99, alcançado em 13 de outubro do ano passado. São duas medidas da mesma operação. A cifra em dólares mede a queima pelo preço do dia. O que sai de circulação são os tokens, e essa quantidade quase não mudou.

CZ, fundador da Binance, comentou o anúncio no X e perguntou qual outra rede queima, a cada trimestre, o equivalente a mais de US$ 1 bilhão em tokens. A resposta está no histórico do programa.

O que o programa já retirou e o que ainda falta

A queima desta vez foi executada na própria rede da BNB. O texto da fundação diz que a operação não passa pela corretora, e qualquer pessoa confere o registro no explorador de blocos da rede. O programa roda desde 2019, quando a BNB migrou para a rede própria.

A BNB foi criada com 200 milhões de tokens. Desse total, 68,49 milhões já saíram de circulação, 34,2% da oferta original.

O teto previsto para a oferta fica em 100 milhões de unidades. Faltam 31,5 milhões. Nos últimos quatro trimestres, os cortes retiraram em média 1,55 milhão por vez, e nesse ritmo a meta seria alcançada em cerca de 20 trimestres. A conta é uma estimativa, porque a fórmula muda com o preço e com a contagem de blocos de cada período, e a queima que roda bloco a bloco corre em paralelo.

O calendário também mudou. Os três cortes anteriores saíram em 15 de janeiro, 15 de abril e 15 de julho. Este veio no dia 19, quatro dias depois da data que vinha sendo seguida.

Onde a rede cresce enquanto o token recua

No mesmo dia da queima, a BNB Chain informou que responde por US$ 1,47 bilhão em ações tokenizadas, 42,59% do mercado, contra 35,55% 30 dias antes. Pelos números divulgados pela rede, o ethereum tinha US$ 730,43 milhões e a Solana, US$ 489,72 milhões. A medição é da MSB Intel, e um levantamento independente chega a totais diferentes para o mesmo mercado.

O uso da rede segue na mesma direção. O valor travado em finanças descentralizadas na BNB Chain está em US$ 5,95 bilhões, e o giro nas corretoras descentralizadas somou US$ 27,5 bilhões em 30 dias, pela medição da DeFiLlama. As stablecoins na rede passam de US$ 13,6 bilhões.

Entre julho e esta segunda-feira, a oferta caiu 1.654.043 BNB. A queima trimestral respondeu por 1.646.196,44 do total, e o mecanismo que roda a cada bloco respondeu por 7.846 ao longo de 96 dias. Em três meses de trabalho contínuo, a queima por taxas de gás retirou o equivalente a 0,5% do que o corte desta segunda-feira tirou em uma transação. O restante saiu em quatro anúncios por ano.

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