Mercado Crypto

Chainlink lidera alta entre as 20 maiores com 10% na semana

O LINK, token da Chainlink, foi o ativo de melhor desempenho entre as 20 maiores criptomoedas na última semana. O preço subiu 10,18% e chegou a US$ 8,71, o maior nível desde o início de junho.

Três fatores explicam o movimento. O primeiro foi o mercado geral. O CPI americano mais fraco que o esperado deu fôlego aos ativos de risco, com o Bitcoin voltando acima de US$ 65 mil e o mercado total ultrapassando US$ 2,2 trilhões.

O LINK não só acompanhou como superou. O ganho semanal de 10,18% ficou acima do Zcash (+8,25%) e do Ethereum (+7,83%), os outros destaques do top 20. Em um rali generalizado, foi o token da Chainlink quem mais se destacou.

O segundo fator tem a ver com oferta. Dados da Santiment mostram que mais de 15,7 milhões de LINK saíram de exchanges conhecidas em um mês, uma redução de 12% no saldo disponível para venda. Só no domingo, a saída líquida foi de 1,04 milhão de tokens, um dos maiores movimentos diários da série. Quando tokens saem de exchanges, o sinal típico é de acúmulo, não de venda.

A Santiment disse sobre o movimento que menos tokens em exchanges reduzem a pressão vendedora disponível e tornam o acúmulo mais convincente. O histórico recente tem um contraponto. Em abril, a Santiment registrou a maior saída diária de LINK desde 2025 e o preço recuou depois. O sinal não é infalível, mas combinado com outros fatores ganha peso.

O terceiro motivo é o avanço institucional. Em 15 de julho, a DTCC (Depository Trust and Clearing Corporation) realizou as primeiras negociações de ativos tokenizados em produção, com mais de 30 empresas participantes. Estavam na lista BlackRock, Vanguard, Goldman Sachs, JPMorgan, Microsoft, Circle e Ondo Finance. A Chainlink foi um dos nomes do mercado cripto selecionados para a operação.

O serviço completo de tokenização da DTCC será lançado em outubro. Além disso, a United Stables, emissora da stablecoin U com mais de US$ 1 bilhão em circulação, adotou a Chainlink como provedora de oráculo e infraestrutura cross-chain. E o CCIP, protocolo de interoperabilidade da Chainlink, está sendo testado em pilotos de moeda digital de bancos centrais no Brasil (Drex) e em Hong Kong.

No mesmo período, uma retirada de 3,9 milhões de LINK da Coinbase Prime, avaliada em US$ 32,6 milhões, chamou atenção por sugerir acúmulo institucional. E o número de wallets não vazias da Chainlink na Ethereum atingiu 900 mil, um recorde histórico.

O rali do LINK tem fundamentos sólidos. A oferta está mais escassa, a adoção institucional cresce e o mercado geral favorece o movimento. A reunião do Federal Reserve em 28 de julho será o próximo teste macro para saber se o movimento se sustenta.

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