Altcoins

ZEC cai 35% desde o topo e analistas veem presente na queda

Nesta manhã, o ZEC era negociado a US$ 1.089, com queda de cerca de 10% em 24 horas e 35% abaixo do pico de US$ 1.681 registrado no fim de setembro. Entre os nomes que acompanharam a alta até o topo, o que fazer nesse patamar é uma pergunta sem consenso. Uma parte trata o recuo como o presente que faltava em uma alta que não dava trégua desde os US$ 500. Para a outra, o gráfico ainda não tem piso definido, o que faz desta quinta-feira um teste para quem comprou perto do topo.

A mínima do dia foi de US$ 1.077, e o valor de mercado do token caiu para perto de US$ 18,5 bilhões. O ZEC segue como o décimo maior ativo do setor, com pouco mais de US$ 1 bilhão de folga sobre o HYPE.

O ZEC vinha perdendo terreno antes desta quinta-feira. Depois do pico de US$ 1.681, no fim de setembro, o token caiu para US$ 1.186 na primeira semana de outubro e recuperou parte do movimento no fim de semana, quando voltou a US$ 1.276. Nesta manhã, devolveu tudo o que havia recuperado e voltou ao menor nível em um mês. O giro do dia passou de US$ 1,1 bilhão, e a queda acompanhou a aversão a risco que atingiu o mercado inteiro, contada nesta matéria.

A queda recolocou o preço na faixa entre US$ 1.000 e US$ 1.100, tratada desde setembro como zona de compra. As respostas sobre o que fazer nesse ponto divergem.

A leitura de quem vendeu no topo

X Finance Bull, um dos nomes que acompanharam a alta, contou na quarta-feira que se desfez de toda a posição em ZEC quando o preço tocou US$ 1.500. O motivo que ele apresentou foi o excesso de alta sem correção desde os US$ 500 e a dificuldade de justificar compras mais caras naquele momento. Com o ativo de volta perto de US$ 1.100, ele disse que retomou o estudo do gráfico e dos fundamentos porque identifica uma nova formação em andamento. Na mesma publicação, afirmou que o mercado está entregando preços melhores justamente no momento em que o medo aparece, e que vê espaço para uma nova etapa da alta.

O argumento do presente veio de outro lado. Altcoin Sherpa, que acompanha o setor desde 2016, disse que qualquer preço em US$ 1.000 ou abaixo seria uma oportunidade rara, e prefere ver o token construir base na região a tentar marcar o fundo.

Nem todos leem a mesma cena. Jesse Olson afirmou nesta quinta-feira que o gráfico diário do ZEC continua baixista e que três alvos dos quatro que ele havia marcado já foram atingidos, o que deixa em aberto uma faixa abaixo do preço atual. A diferença entre ele e Sherpa está no prazo, porque os dois trabalham com o mesmo intervalo de níveis e discordam sobre a ordem em que o preço vai visitá-los. Para quem espera o teste do piso de US$ 1.000, a queda desta quinta-feira aproximou o ativo desse ponto sem ainda encostar nele.

Nos gráficos de curto prazo, o indicador de força relativa caiu para perto de 30, leitura que costuma acompanhar o fim de quedas aceleradas. No diário, o mesmo indicador está perto de 39, e a queda não chegou a marcá-lo na faixa de exaustão.

O dinheiro que voltou para o fundo

O fluxo dos fundos negociados em bolsa ligados ao Zcash interrompeu duas semanas de resgates. Na quarta-feira, esses produtos receberam US$ 3,68 milhões líquidos, a primeira entrada depois de uma sequência de saídas que acompanhamos aqui. O valor é pequeno diante do tamanho da queda, mas é a primeira mudança de sinal no fluxo desde o fim de setembro, quando o fundo da Grayscale começou a devolver dinheiro aos cotistas.

Para o Zcash, o efeito apareceu na maior queda entre os dez maiores ativos do setor. O preço é o mais baixo em um mês, e o recuo desde o topo chega a 35%. Na sessão, a perda foi quase o dobro da registrada pelo ether.

O que a inflação mudou

O gatilho da semana saiu na quarta-feira, com a inflação americana de setembro em 3,7% em 12 meses, acima dos 3,6% esperados. O núcleo, que exclui alimentos e energia, ficou em 2,6% e também superou o previsto, com a gasolina subindo 9,1% no mês. A divulgação veio depois de o Federal Reserve já ter elevado os juros em setembro, a primeira alta em mais de três anos, e reforçou as apostas em um novo aperto em dezembro, o que reduziu o apetite por ativos de risco na sessão seguinte.

O piso de US$ 1.000 é o teste que o mercado ainda não fez. Acima dele, a queda de 35% cabe como o ajuste que a alta precisava depois de meses sem recuo real, com o dinheiro voltando ao fundo na quarta-feira.

⚠️ Aviso importante

As informações aqui descritas refletem pesquisas realizadas pelo LaboNews e não devem ser consideradas recomendação de investimento ou endosso de segurança sobre ferramentas ou links externos. Recomendamos que, ao investir ou utilizar ferramentas de terceiros, você faça sua própria pesquisa sobre a segurança e os riscos envolvidos.

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *