Uniswap lança permissioned pools para ativos tokenizados e UNI tem cenário altista no curto prazo
A Uniswap lançou oficialmente seus primeiros permissioned pools na versão 4 do protocolo, uma iniciativa que busca abrir as portas do DeFi para o mercado de ativos tokenizados, estimado em US$ 11 trilhões nos próximos quatro anos. A exchange descentralizada firmou parceria com Securitize, Superstate e Dowgo para viabilizar a negociação de ativos regulados em sua infraestrutura de AMM.
Os novos pools restringem swaps e liquidez a uma lista de carteiras previamente aprovadas, com bloqueio automático de entidades sancionadas. Qualquer tentativa de negociação fora da allowlist é rejeitada no nível do contrato inteligente, sem depender de intervenção manual. O mecanismo é implementado como um “hook” da v4, a camada de personalização da Uniswap que permite modificar o comportamento das pools sem alterar o núcleo do protocolo.
Hayden Adams, CEO da Uniswap, afirmou que a novidade representa a evolução natural do protocolo como infraestrutura para todo tipo de negociação on-chain. Em suas palavras, a Uniswap é uma base para qualquer ativo digital, e os ativos regulados precisam de um ambiente compatível com as regras dos mercados tradicionais.
O mercado de ativos tokenizados vale atualmente US$ 36 bilhões, mas projeções do setor apontam para US$ 11 trilhões nos próximos quatro anos. A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA adota uma postura technology-neutral, o que significa que as mesmas exigências de disclosure e monitoramento dos mercados tradicionais se aplicam aos ativos tokenizados on-chain.
As tentativas da indústria DeFi de obter isenções ou responsabilidade limitada encontraram forte oposição de players tradicionais, como a Citadel Securities. Para as corretoras tradicionais, todas as responsabilidades legais devem recair sobre qualquer plataforma que negocie valores mobiliários tokenizados, independentemente do modelo de custódia.
Os permissioned pools são a resposta da Uniswap a esse impasse regulatório. Em vez de lutar contra a classificação dos tokens como securities, o protocolo criou um ambiente que atende aos requisitos de compliance sem abrir mão da eficiência do AMM. O modelo permite que emissores como Securitize e Superstate listem fundos e ações tokenizadas em pools que só investidores qualificados aprovados podem acessar.
Do ponto de vista financeiro, a Uniswap acumulou US$ 5,6 bilhões em taxas desde o lançamento, a maior parte destinada a provedores de liquidez. A receita do protocolo, no entanto, permanece modesta em cerca de US$ 27 milhões. A ativação de taxas do protocolo compartilhadas com provedores de liquidez pode ajudar a direcionar mais receita para o programa de recompra de UNI.
Em 2026, a Uniswap queimou entre 6 e 8 milhões de UNI, uma média de 1 milhão de tokens por mês. O cronograma de queimas está diretamente ligado ao volume de taxas gerado pelo protocolo, que cresce com a atividade on-chain.
UNI pode estender rali com suporte da tokenização
No mercado, o UNI era negociado a US$ 3,84 no momento da publicação, acima da média móvel de 200 dias, o que sinaliza estrutura de mercado de alta no longo prazo. O rali desde as mínimas de junho já acumula ganhos de aproximadamente 61%, impulsionado pela tração da Uniswap na Robinhood Chain.
Segundo análises técnicas, o UNI pode estender o movimento altista até o pico do segundo trimestre em US$ 4,17, um potencial de valorização adicional de 12%. O cenário bullish seria invalidado se o preço cair abaixo da média de 200 dias em US$ 3,60, o que abriria caminho para um recuo até a média de 50 dias em US$ 3,30.
A novidade dos permissioned pools adiciona um vetor de valorização para o token UNI além da análise técnica. Se a Uniswap capturar uma fração do mercado de tokenização projetado para US$ 11 trilhões, o volume de taxas e a queima de tokens podem se acelerar significativamente, criando um ciclo virtuoso para o ativo.
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