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Fidelity avalia que bitcoin pode voltar a cair em novembro

Chris Kuiper, diretor de pesquisas da Fidelity Digital Assets, escreveu que o mercado de baixa do bitcoin pode não ter terminado. O fundo pode ter ocorrido em julho, mas o ativo pode cair novamente para um novo patamar baixo em novembro. O preço atual do bitcoin gira em torno de US$ 81 mil, alta de cerca de 30% nos últimos 30 dias.

A declaração contrasta com o otimismo do mercado nos últimos meses, quando analistas passaram a avaliar que o pior do ciclo já teria ficado para trás. A alta de 30% em 30 dias reforçou essa narrativa, mas a Fidelity mantém a posição cautelosa.

O que diz a pesquisa da Fidelity

O bitcoin acumula uma valorização expressiva desde os pontos mais baixos de julho, quando o ativo recuou para a faixa de US$ 65 mil a US$ 70 mil, mesmo patamar apontado por Jurrien Timmer, da Fidelity, como possível fundo do bear market de 2026. A alta recente chegou a empurrar o preço acima de US$ 81 mil, mas Kuiper avalia que o movimento pode não ser definitivo.

A tese do bear market em curso se apoia em ciclos históricos, mas o próprio Kuiper faz uma ressalva. Ciclos não são exatamente de quatro anos, e não são confiáveis para definir o momento certo, escreveu o pesquisador.

Os catalisadores macroeconômicos e regulatórios

Essa cautela ganha peso quando se olha o contexto macroeconômico. O índice do dólar americano recuou para 98,8, o menor nível desde maio, e os juros longos caíram dez pontos-base na mesma sessão. Um dólar mais fraco costuma beneficiar ativos de reserva não remunerados, e o bitcoin tem se beneficiado dessa dinâmica.

O Tesouro americano decidiu ampliar o volume de recompra de títulos longos em agosto. A capacidade por operação foi dobrada, passando de dois bilhões para ao menos quatro bilhões de dólares, segundo comunicado oficial. Os leilões estão previstos para o período entre setembro e novembro e podem usar o saldo do Tesouro Geral, hoje na casa dos US$ 950 bilhões. A medida trouxe liquidez para a parte mais longa da curva de juros, aliviando a pressão vendedora sobre ativos de risco.

O movimento do Tesouro é apontado como um dos catalisadores do rally recente. A injeção de liquidez na ponta longa da curva de juros reduz a pressão vendedora sobre ativos de risco, e o bitcoin tem se beneficiado desse fluxo.

A regulamentação também entra na equação. O Clarity Act, projeto de lei de estrutura de mercado cripto, avança no Congresso e é mencionado como fator regulatório que pode influenciar o preço nos próximos meses. A expectativa é que o marco regulatório traga mais clareza para o setor, mas o processo legislativo ainda é lento e sujeito a revisões. Enquanto isso, o mercado segue digerindo os movimentos do Tesouro e do Federal Reserve como os principais catalisadores de curto prazo.

Apesar dos ventos favoráveis de curto prazo, a leitura da Fidelity é de cautela. A instituição não descarta que o bitcoin tenha feito o fundo do ciclo em julho, mas mantém a possibilidade de um novo patamar baixo em novembro.

O bitcoin chegou a US$ 126.080 em outubro de 2025, o recorde histórico do ativo. Desde então, o preço acumula uma correção de cerca de 35%, e a recuperação recente ainda não foi suficiente para romper as máximas anteriores. A distância entre o preço atual e o recorde é um dos argumentos usados por Kuiper para sustentar que o mercado de baixa não foi superado, e que o bitcoin ainda pode testar patamares mais baixos antes de retomar a tendência de alta. A recuperação enfrenta resistência na região dos US$ 82 mil, patamar que já foi testado anteriormente e que pode definir os próximos movimentos do ativo. A capitalização de mercado do bitcoin está próxima de US$ 16,2 trilhões, e o volume diário de negociação gira em torno de US$ 40 bilhões. O ativo segue oscilando entre a expectativa de recuperação e a cautela da pesquisa da Fidelity, e os próximos meses devem definir o rumo do ciclo.

Para Kuiper, o cenário ainda é de bear market. A alta dos últimos meses pode ser um movimento de recuperação dentro de um ciclo mais amplo de baixa, e não o início de uma nova tendência de alta sustentada. A leitura do mercado sobre a tese divide opiniões, e a confirmação do fundo só virá com o bitcoin superar os US$ 126 mil ou testar patamares mais baixos nos próximos meses.

A leitura do mercado sobre a tese divide opiniões. Parte dos analistas avalia que o pior já passou, enquanto outros mantêm a cautela e aguardam a confirmação do fundo antes de declarar o fim do bear market.

O bitcoin negocia a cerca de US$ 81.147 nesta quinta-feira, com capitalização de mercado próxima de US$ 16,2 trilhões e volume diário em torno de US$ 40 bilhões. O ativo segue oscilando entre a expectativa de recuperação e a cautela da pesquisa da Fidelity, e os próximos meses devem definir o rumo do ciclo.

O que está em jogo não é apenas o preço imediato, e sim a capacidade do bitcoin de sustentar a alta nos próximos meses. A pesquisa da Fidelity traz uma leitura que desafia o consenso de que o pior já passou.

Chris Kuiper encerrou a análise com uma frase que define o momento. O fundo pode ter ocorrido em julho, mas pode cair novamente. A cautela permanece, e o bitcoin segue no limiar entre o bear market e a recuperação. Para quem opera o dia a dia do mercado, a leitura da Fidelity serve como um contrapeso ao otimismo que dominou as últimas semanas.

⚠️ Aviso importante

As informações aqui descritas refletem pesquisas realizadas pelo LaboNews e não devem ser consideradas recomendação de investimento ou endosso de segurança sobre ferramentas ou links externos. Recomendamos que, ao investir ou utilizar ferramentas de terceiros, você faça sua própria pesquisa sobre a segurança e os riscos envolvidos.

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