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Bitcoin deixa as exchanges e os ETFs batem recorde na mesma semana

O saldo de bitcoin nas exchanges centralizadas caiu 31.782 moedas nos sete dias encerrados em 27 de setembro, segundo a CoinGlass. A CryptoQuant mediu US$ 2,52 bilhões de saídas líquidas só entre 22 e 24 de setembro, o maior volume em uma sequência curta de dias desde 2023.

Sozinha, a Binance respondeu por 19.500,28 bitcoins do total, pouco mais de 61% de tudo que saiu das plataformas monitoradas.

Onde o saldo caiu mais

Na sequência aparecem a Coinbase, com 6.700,6 bitcoins de saída líquida, a Kraken, com 2.816,41, e a Bitfinex, com 2.139,59. Quatro casas fecharam a janela no campo negativo, e o fluxo não ficou preso a uma única plataforma. Entre a primeira e a última da lista, a diferença é de quase nove vezes.

O dia 22 concentrou o grosso do movimento. A Binance registrou 13.878 bitcoins de saída líquida em uma única sessão, segundo a CryptoQuant, mais de dois terços de tudo que a plataforma liberou na semana.

Nos dois dias seguintes o ritmo caiu. As quatro plataformas somaram US$ 438 milhões, depois US$ 511 milhões.

O netflow é a diferença entre as moedas que entram nas plataformas e as que saem. Resultado negativo indica que as retiradas superaram os depósitos no intervalo medido. O saldo das exchanges funciona como uma reserva pronta para negociação, e é por isso que o indicador é acompanhado de perto.

O que o dado não revela

O saldo de uma plataforma não indica de quem são as moedas. Binance e Coinbase mantêm os ativos dos clientes em carteiras agrupadas, então o número mede o que está sob custódia da casa, e não a intenção de quem sacou.

Uma retirada pode ser autocustódia, troca de endereço, envio a um custodiante institucional ou pagamento a uma mesa de balcão. O fluxo negativo não separa esses casos. Também não há como concluir que quem tirou as moedas pretende segurá-las por mais tempo, porque o dado para no momento em que elas deixam a plataforma e não acompanha o que acontece depois.

Os dois levantamentos usam janelas diferentes. A CoinGlass mede sete dias fechados em 27 de setembro, e a CryptoQuant isola os três dias de maior intensidade dentro desse intervalo.

O que os fundos americanos compraram

Os fundos americanos de bitcoin receberam US$ 2,39 bilhões nos cinco pregões entre 21 e 25 de setembro, segundo a Farside e a SoSoValue, o melhor resultado do ano. O IBIT, da BlackRock, absorveu US$ 1,16 bilhão. O detalhamento de cada fundo e de cada pregão está na matéria sobre a semana dos fundos de bitcoin.

O bitcoin recuou na mesma janela. A moeda cedeu de quase US$ 87 mil, na máxima da semana, para pouco mais de US$ 84 mil no fechamento de sexta. Nesta segunda-feira, opera perto de US$ 83 mil.

Duas pontas sem ligação comprovada

As moedas que saíram das plataformas não aparecem nos registros dos fundos. Os ETFs mantêm posições financeiras com custodiantes, e a CoinGlass e a CryptoQuant medem saldos de carteiras de exchanges, sem indicar a destinação final de cada envio. Os dois lados movimentam o mesmo ativo por caminhos distintos.

O que os dados sustentam é mais estreito. As plataformas terminaram a semana com menos moedas, os fundos americanos, com mais capital, e o bitcoin, mais barato do que começou.

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