A Polygon levou para a Solana a estrutura que liga banco, carteira e saque
A Polygon colocou a Solana dentro do Open Money Stack, o conjunto de ferramentas de pagamento que a empresa vende para quem quer movimentar stablecoin. Na prática, um negócio que roda na rede Solana passa a fazer o caminho inteiro com uma integração só. Os recursos entram por banco, cartão, dinheiro em espécie ou cripto, viram stablecoin, atravessam redes e saem como depósito em conta, cartão, dinheiro vivo ou carteira.
Hoje esse trajeto costuma passar por três ou quatro fornecedores. Um cuida da entrada do dinheiro, outro da carteira, um terceiro da conversão e um quarto do saque, cada um com contrato e integração próprios. O produto da Polygon junta as etapas em um contrato só, e a empresa pode levar o pacote todo ou apenas a peça que falta no sistema dela.
Já está no ar a conta virtual para cada cliente, a carteira embutida na Solana pela mesma interface usada nas redes compatíveis com Ethereum, a conversão entre moeda local e stablecoin e o roteamento de USDC, USDT, PYUSD, SOL e SOL empacotado entre Solana, Polygon, Tron e as demais redes EVM. O saque chega a banco, cartão, dinheiro vivo ou carteira.
A licença veio junto com a compra da Coinme
A parte que sustenta o produto fora da blockchain é a licença. Em janeiro, a Polygon anunciou a compra da Coinme e da Sequence por mais de US$ 250 milhões. A Coinme trazia autorizações de 48 estados americanos para movimentar dinheiro de clientes e uma rede de 50 mil pontos de venda físicos. Da Sequence veio a infraestrutura de carteiras. A lista de primeiros clientes inclui a Kira, a Tazapay, a Mesh e a Toku.
Há um limite nessa parte física. Um acordo assinado pela Coinme com reguladores de 34 estados, em vigor desde 7 de outubro, obriga a empresa a encerrar as operações de quiosque nessas localidades até 1º de janeiro de 2027. A multa administrativa é de US$ 2,2 milhões, mais US$ 300 mil de custos, e recebe mais US$ 4 milhões de multa se os terminais continuarem abertos depois do prazo. A Polygon concluiu a compra em 14 de outubro, sete dias depois.
Dinheiro em espécie é uma das quatro rotas de entrada e uma das quatro de saída que o produto anuncia. O acordo trata dos terminais em que o cliente deposita ou retira dinheiro vivo. As autorizações estaduais e a operação digital da Coinme seguem fora do escopo.
A Tron entrou antes da Solana
Entre 1º de janeiro e 27 de outubro, a Solana movimentou US$ 5,76 trilhões em transferências com stablecoin, na contagem da Token Terminal. A Tron movimentou US$ 6,94 trilhões no mesmo intervalo. O presidente executivo da Polygon Labs, Marc Boiron, disse que a demanda dos clientes e o volume de stablecoin levaram à expansão para as duas redes, com a Tron entrando no começo deste mês.
A Solana encurtou o próprio tempo de liquidação em outubro. O upgrade Alpenglow, que substituiu o mecanismo de consenso da rede, derrubou a finalização de 12,8 segundos para 150 milissegundos, um prazo próximo do que aplicativos de pagamento usam para liberar dinheiro.
A Kira faz pagamentos internacionais para empresas. Ela já usava a Solana para mover stablecoin e passa a usar a estrutura da Polygon para transformar esse saldo em dólar na conta bancária do cliente, que paga fornecedores no exterior.
Com isso, o Open Money Stack cobre a Solana, a Polygon, a Tron e as demais compatíveis com Ethereum. A Polygon afirma que outras redes entram na sequência.
⚠️ Aviso importante
As informações aqui descritas refletem pesquisas realizadas pelo LaboNews e não devem ser consideradas recomendação de investimento ou endosso de segurança sobre ferramentas ou links externos. Recomendamos que, ao investir ou utilizar ferramentas de terceiros, você faça sua própria pesquisa sobre a segurança e os riscos envolvidos.