Macro

O petróleo caiu 7,5%, o ouro subiu 1,7% e o bitcoin caiu com a Nasdaq

Os três ativos que o mercado costuma olhar juntos terminaram esta segunda-feira em direções diferentes. No fechamento, o Brent valia US$ 104,30 o barril, recuo de cerca de 8% sobre sexta-feira. O ouro para entrega em dezembro subiu 1,7%, a US$ 3.964 a onça. Já o bitcoin, por volta das 21h30, era negociado a US$ 77 mil, com baixa de 1,4% nas últimas 24 horas. Cada um se moveu por um motivo próprio, e só o primeiro deles nasceu da mesma notícia.

O petróleo já tinha caído pela manhã, quando a sinalização de diálogo entre Estados Unidos e Irã tirou do barril parte do prêmio de guerra que o conflito de oito meses construiu. À tarde, o que mudou foi o tamanho da queda. Às 11h50, o Brent recuava 6,1%, a US$ 106,48. No fechamento, a US$ 104,30, o barril voltou ao nível de 8 de outubro.

O ouro subiu com o petróleo barato

O metal vinha do pior dia em um ano. Na sexta-feira, caiu 3,3% e fechou a US$ 3.899, o menor valor desde outubro do ano passado, no mesmo dia em que a Nasdaq recuou 2,9%. Nesta segunda, o ouro devolveu parte do tombo com um argumento direto. Barril mais barato alivia a pressão sobre os preços, e menos inflação reduz a chance de o Federal Reserve voltar a subir os juros em dezembro.

A aposta do mercado de juros acompanhou. Na CME, onde o mercado negocia esse tipo de previsão, a chance de alta em dezembro caiu para 76,6%, contra 80% uma semana antes. Juro mais alto reduz o atrativo de um ativo sem rendimento, e o dólar mais fraco nesta segunda ajudou o metal a completar o movimento. Mesmo com a alta de hoje, o ouro está 16% abaixo do pico de US$ 4.698 que atingiu em 24 de agosto.

O bitcoin caiu junto com as ações

O bitcoin fez o caminho oposto ao do metal. Perdeu 1,4% no dia, marcou US$ 76.664 na mínima, sem furar o fundo de sexta, de US$ 76.326, e acumula quatro semanas seguidas de queda. Está 39% abaixo do recorde de US$ 126,2 mil de 6 de outubro do ano passado. Na bolsa americana, a Nasdaq fechou em queda de 1,1% e o S&P 500, de 0,5%, com a venda em ações de tecnologia que começou na sexta e seguiu até a véspera da eleição.

Sexta e segunda foram os dois dias em que o bitcoin caiu junto com a tecnologia. Nos dias em que o ouro subiu, ele não acompanhou. A notícia que derrubou o petróleo era, em tese, boa para ativos de risco, porque tende a reduzir a inflação. Não foi o que aconteceu. No pano de fundo, o mercado ainda digere o ataque à Binance, e o fundo de emergência da corretora já gastou metade do que tinha para cobrir o buraco.

A mesma terça-feira para os três

Nesta terça-feira os americanos votam para renovar a Câmara e parte do Senado, e os três ativos chegam à eleição com perguntas distintas. No petróleo, a dúvida é se a diplomacia sobrevive à votação. O mercado vinha apostando em uma escalada militar justamente depois do pleito, e a sinalização de Donald Trump de segurar qualquer ação militar até a votação era o que dava prazo a essa aposta. Ao ouro, o que interessa é a reunião do Fed de dezembro. O bitcoin depende do apetite por risco que a queda da Nasdaq mede dia a dia.

Em uma sessão, o ouro recuperou 1,7% e o petróleo devolveu 7,5%. O bitcoin, que cai há quatro semanas, ainda não encontrou a notícia que o fizesse subir.

⚠️ Aviso importante

As informações aqui descritas refletem pesquisas realizadas pelo LaboNews e não devem ser consideradas recomendação de investimento ou endosso de segurança sobre ferramentas ou links externos. Recomendamos que, ao investir ou utilizar ferramentas de terceiros, você faça sua própria pesquisa sobre a segurança e os riscos envolvidos.

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *