Bitcoin e NEAR negociam abaixo do preço médio dos últimos 60 dias
Pouco depois das 12h desta terça-feira, o bitcoin era negociado a US$ 77.452 e o NEAR, a US$ 3,857. A distância entre os dois preços esconde uma conta que os aproxima. Nas 60 sessões encerradas na segunda-feira, quatro de cada cinco dólares que passaram nas duas moedas foram negociados acima do preço de agora, US$ 72,5 bilhões no bitcoin e US$ 9,3 bilhões no NEAR.
A medição sai das sessões diárias da Binance, com o valor em dólar de cada dia distribuído pela faixa de preço em que o ativo girou. O que se obtém é o preço que o mercado efetivamente pagou. Na média ponderada pelo volume, o bitcoin das últimas 60 sessões custou US$ 81.678 e o NEAR, US$ 4,46. O primeiro negocia 5,2% abaixo dessa média, o segundo, 13,6%.
A faixa que concentra 56% do volume do período
Entre US$ 80.560 e US$ 85.532, o bitcoin concentrou 56% de tudo o que foi negociado nas 60 sessões. São oito faixas de pouco mais de US$ 600, cada uma com 6% a 8% do volume do período. Abaixo de US$ 77.452, o valor negociado inteiramente naquele campo soma 3,5%. Em 48 dos 60 dias, a menor cotação ficou acima do preço desta terça.

Essa faixa é onde quem comprou entre o começo de setembro e o fim de outubro ainda está no prejuízo, e onde cada recuperação encontra gente tentando sair no zero a zero. O levantamento semanal da Bitfinex estima 2,26 milhões de bitcoins comprados entre US$ 81 mil e US$ 85,5 mil, o mesmo bloco que aparece nas sessões da Binance.
Do outro lado, o mapa é mais vazio. O preço médio de 180 dias, US$ 73.266, está 5,7% abaixo da cotação desta terça e deixa no lucro quem comprou ao longo do semestre. Entre um ponto e outro há poucas faixas com volume concentrado. O resultado é um piso próximo para quem olha seis meses e um teto pesado para quem olha dois.
A queda recente acompanha o mercado de tecnologia, que entrou em correção às vésperas da eleição americana. O índice Nasdaq 100 recuou 10% desde o topo do ano, e o bitcoin acumula quatro semanas seguidas de baixa e 39% de perda desde o recorde do ano passado.
O livro de ofertas confirma o lado da venda
As ordens de venda dentro de 1% do preço somavam US$ 21,1 milhões na Binance às 12h20, contra US$ 13 milhões do lado da compra. São 63% mais dólares esperando venda do que compra nessa distância, e a vantagem segue até 2%, onde a venda chega a US$ 21,8 milhões e a compra, a US$ 17,9 milhões.
Nos contratos futuros, o número de bitcoins em posições abertas subiu de 92,5 mil em 14 de outubro para 99,7 mil nesta terça, com o preço caindo 5% no mesmo intervalo. Três de cada quatro contas na Binance estão compradas, e o financiamento das posições segue positivo, em 0,01% a cada oito horas, o equivalente a 11% ao ano pago por quem está comprado. Enquanto o preço desce, o mercado alavancado segue apostando na recuperação.
O NEAR tem o mesmo mapa em outra escala
O NEAR está 81% abaixo do recorde de US$ 20,44 de janeiro de 2022. A queda desta terça veio um dia depois de a governança da rede aprovar a redução do teto anual de criação de tokens, que cai de 2,5% e chega a 1,6% depois de 24 meses, com 99,9% dos votos registrados. O texto ainda passa por uma janela de veto de 14 dias e por 90 dias de carência antes de valer.
A conta que interessa ao preço é outra. Entre US$ 4,26 e US$ 5,39, o NEAR concentrou 64% do valor negociado nas 60 sessões, e a média ponderada do período ficou em US$ 4,46. A mediana do volume está em US$ 4,57. Para devolver essa média, o token precisa subir 15,7%.

O corte aprovado mexe pouco no preço de curto prazo. São 11,8 milhões de tokens que deixam de ser criados em dois anos, cerca de US$ 45 milhões na cotação desta terça, com a emissão diária caindo de 89,5 mil para 57,3 mil tokens. O rendimento do staking cai para 3,37%, contra 5,27% hoje, e 24 dos 405 pools de validadores podem perder viabilidade econômica no novo patamar.
No livro de ofertas, o NEAR mostra o oposto do bitcoin. Dentro de 2% do preço, a compra somava US$ 1,02 milhão contra US$ 780 mil da venda, e a 5%, US$ 2,69 milhões contra US$ 1,11 milhão. A quantidade de NEAR em posições abertas caiu de 52,6 mil para 48,4 mil desde 14 de outubro, o inverso do que aconteceu no bitcoin.
A diferença que separa os dois mapas
Em 30 dias, a volatilidade anualizada é de 28% no bitcoin e de 139% no NEAR. Já a amplitude média diária ficou em 2,5% e em 11,1%. O intervalo de 5% que separa o bitcoin da própria média vale quase metade da oscilação diária do NEAR.
Isso muda o peso de cada nível. No bitcoin, US$ 80.560 está a 4% do preço e é a primeira borda do bloco pesado. Do lado do NEAR, a faixa equivalente começa em US$ 4,26, a 10,5% da cotação, e a média do bimestre fica US$ 0,60 adiante.
O que muda a leitura
Abaixo do preço atual, o pregão mais baixo das últimas 60 sessões parou em US$ 74.968, e o volume por ali é uma fração do que se vê acima. O custo médio de quem comprou nas últimas semanas, na conta da Bitfinex, está em US$ 75.772, e a média de 180 dias, em US$ 73.266. Uma sessão que feche acima de US$ 81.678 começa a refazer a média do bimestre e devolve a entrada da faixa pesada ao alcance.
No NEAR, a mínima desta terça foi de US$ 3,744 e o volume abaixo dela é fino até US$ 2,50. Acima, US$ 4,00 é onde o bloco pesado começa.
Para as duas moedas, o teste desta semana tem a mesma forma e tamanhos diferentes. O bitcoin precisa de 5,5% para voltar ao preço médio de 60 dias, o NEAR precisa de 15,7%. Na quarta-feira sai a apuração da eleição americana e, na sexta, o relatório de emprego. Nenhum dos dois muda o mapa de volume, e os dois decidem se o preço chega à primeira borda.
⚠️ Aviso importante
As informações aqui descritas refletem pesquisas realizadas pelo LaboNews e não devem ser consideradas recomendação de investimento ou endosso de segurança sobre ferramentas ou links externos. Recomendamos que, ao investir ou utilizar ferramentas de terceiros, você faça sua própria pesquisa sobre a segurança e os riscos envolvidos.