O bitcoin caiu 4,5% em outubro e o S&P 500 subiu 0,33%
O bitcoin fechou o dia 26 perto de US$ 79,9 mil, uma queda de 4,5% desde o fechamento de 30 de setembro, enquanto o S&P 500 subiu 0,33% no mesmo período. O mês teve oito sessões de alta e dez de baixa, e as quedas foram maiores que os ganhos.
A disparidade aparece nos dias em que as duas aplicações caíram juntas. Em 22 de outubro, o bitcoin recuou 3,74% e o índice americano, 1,21%. Em 14 de outubro, foram 2,25% contra 1,11%. Em 8 de outubro, 1,62% contra 0,47%. Quando o mercado de risco vira, o bitcoin amplia o movimento.
A fatia de sessões em que o bitcoin supera o S&P 500 voltou a passar de 50% nas últimas semanas, segundo a Glassnode, depois de cair para 20% em junho, o pior trecho em quase seis anos. A recuperação é recente e não aparece no acumulado do mês.
O dinheiro veio de um fundo só
O dinheiro que entrou nos fundos de bitcoin dos Estados Unidos foi para um só. De 3 de agosto a 26 de outubro, o IBIT, da BlackRock, captou US$ 5,7 bilhões líquidos, e todos os outros fundos somados ficaram com US$ 221 milhões, segundo a Farside. Em outubro, o IBIT recebeu US$ 866 milhões enquanto os concorrentes devolveram mais de US$ 1 bilhão, e a categoria fechou o mês com cerca de US$ 203 milhões de saída líquida.
O tamanho dessa concentração aparece na média diária. O IBIT acumulou US$ 48,1 milhões de entrada por dia nos dezoito pregões do mês, e os outros fundos perderam US$ 59,4 milhões diários. Para o conjunto empatar, as captações do IBIT precisariam crescer 24%, chegando a US$ 59,4 milhões por dia.
O dia em que a diferença ficou mais visível foi 19 de outubro, quando o IBIT captou US$ 665,2 milhões sozinho, enquanto os outros onze fundos somaram US$ 138,5 milhões de saída. A sessão teve o maior saldo diário do segmento em um mês.
O que falta para a alta se firmar
Do outro lado, a demanda à vista segue fraca. A oferta de stablecoins está US$ 12,7 bilhões abaixo do pico de maio, e o prêmio de sete dias da Coinbase ficou negativo ao longo de outubro, sinal de procura americana mais frouxa. O skew de 25 delta das opções subiu para 10,4%, contra 8,9%, o que mostra mais gente comprando proteção contra queda do que aposta em alta.
O preço ainda se apoia em uma referência concreta. A Coinbase calcula em US$ 81.300 o custo médio dos ETFs, e uma queda abaixo de US$ 77 mil a US$ 77,8 mil exporia a faixa de US$ 73 mil a US$ 75 mil. A volatilidade implícita de um mês roda perto de 35%, entre os 7% menores desde 2019, o que limita a chance de um movimento brusco para qualquer lado.
Um desvio-padrão em sete dias equivale a 4,8% para cima ou para baixo, o que, a partir do fechamento de 26 de outubro, coloca o bitcoin entre US$ 76,1 mil e US$ 83,9 mil na próxima semana.
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