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Quarta onda da varredura Coldcard eleva perdas a US$ 114 milhões

A varredura que atinge as Coldcard ganhou uma quarta onda na noite de domingo, e o alerta desta vez saiu enquanto o atacante ainda mexia nas carteiras.

O analista da Galaxy Research Alex Thorn flagrou transações suspeitas entre os blocos 960.778 e 960.792, janela de cerca de duas horas e meia, e avisou no X que o padrão das ondas anteriores estava de volta.

A leva nova veio sem anúncio, minutos depois de a anterior ter sido mapeada.

No intervalo, 218 transações drenaram 388,93 BTC de 462 endereços de vítimas para 216 destinos recém-criados, quase todos sem qualquer histórico anterior na blockchain. Ao preço de agora, perto de US$ 63,7 mil, o lote vale cerca de US$ 24,8 milhões.

O ritmo denuncia o método.

A varredura rodou a 13,8 drenagens por bloco contra 0,3 em uma janela de controle antes do incidente, um salto de cerca de 45 vezes, e cada vítima teve um destino novo próprio, sem funil de consolidação como nas primeiras levas.

O próprio Thorn revisou a lista em seguida e cortou seis endereços que já circulavam moedas antes do caso, além de 89 carteiras multisig que não apareciam nas ondas anteriores. O núcleo final ficou em 709 endereços e 448,73 BTC, cerca de US$ 28,1 milhões, somando transações confirmadas e ainda pendentes.

A contagem final ainda não fechou.

Há um detalhe novo na forma de atacar, e ele devolve uma chance às vítimas. As transações pendentes da quarta onda saíram com sinalização de replace-by-fee (RBF), o mecanismo que permite substituir uma transação não confirmada pagando mais taxa, e Thorn recomendou que donos de endereços atingidos tentassem entrar na corrida para recuperar os fundos antes da confirmação.

Quem ainda tem bitcoin parado em Coldcard vulnerável perde tempo a cada minuto.

A conta passa de US$ 114 milhões

As três levas anteriores somavam 1.367 BTC, cerca de US$ 88,6 milhões na última contagem, e o acréscimo de domingo empurrou o total do caso para além dos US$ 114 milhões, o equivalente a 1.815,78 BTC que ao preço atual supera US$ 115 milhões.

Nenhuma dessas carteiras gastou um satoshi até agora.

Os fundos das ondas anteriores seguem parados em carteiras controladas por ele, o mesmo comportamento observado desde a primeira varredura, e a quarta leva reforça a leitura de uma operação coordenada em vez de aproveitamento oportunista de uma brecha.

A sequência completa do caso está nas matérias anteriores do LaboNews, da falha de entropia que explicava a varredura inicial de 594 BTC ao firmware corrigido que não repara seeds antigas, passando pelo alerta de diversificação de CZ e pela terceira onda que levou o total a 1.367 BTC. Cada uma delas segue no ar como referência.

Cada leva nova chega em um fim de semana, quando o socorro humano é mais escasso.

O mercado de carteiras físicas observa um caso que começou como bug de fábrica e virou uma operação com cronograma próprio. A quarta onda não fecha o capítulo, apenas mostra que o atacante mantém o controle do jogo, e o desfecho segue dependendo do primeiro gasto dessas carteiras.

⚠️ Aviso importante

As informações aqui descritas refletem pesquisas realizadas pelo LaboNews e não devem ser consideradas recomendação de investimento ou endosso de segurança sobre ferramentas ou links externos. Recomendamos que, ao investir ou utilizar ferramentas de terceiros, você faça sua própria pesquisa sobre a segurança e os riscos envolvidos.

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