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A Core Scientific desliga a mineração com 32 bitcoins no caixa

A Core Scientific informou na quinta-feira, no formulário trimestral enviado à SEC, que a mineração hospedada para seu último cliente termina em 31 de dezembro e que a mineração própria segue sendo desligada nas duas instalações que ainda operam. No trimestre, vendeu 816 bitcoins, 96% do que tinha. Fechou setembro com 32 moedas no balanço.

Em 2022, a tesouraria da companhia passou de 9.600 bitcoins, na contagem da Bitcoin Treasuries, e ela entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos em dezembro daquele ano. Saiu do processo no começo de 2024. No fim de 2025, a tesouraria somava 2.537 moedas.

No terceiro trimestre, minerar bitcoin respondeu por US$ 17,4 milhões dos US$ 232,9 milhões de receita, 7,5% do total. A locação de capacidade para data centers rendeu US$ 215,4 milhões. A mineração própria, sozinha, teve receita de US$ 12,3 milhões e custo de US$ 19,8 milhões, prejuízo bruto de US$ 7,5 milhões. Da locação vieram US$ 128,4 milhões de lucro bruto, margem de 60%.

O aluguel ocupou o lugar da mineração

No encerramento do trimestre, a companhia cobrava por 485 MW e tinha 1.120 MW alugados. São 590 MW contratados pela CoreWeave e 530 MW pela AMD com uma neocloud, em cinco sites. Os contratos com a AMD duram 15 anos e preveem três renovações de cinco anos, e a AMD reservou o direito de alugar outros 1.925 MW até 28 de dezembro de 2028. Nenhum deles havia começado a gerar receita até o fechamento do trimestre.

A capacidade bruta de energia nos 11 sites é de 2.550 MW. O próprio relatório diz que a empresa não compra equipamento novo para sustentar ou ampliar o poder de processamento, e que a frota que sobrou será operada para gerar caixa.

A venda que não cobriu a obra

As 816 moedas vendidas valiam cerca de US$ 68 milhões no fechamento do trimestre, a US$ 83.554 cada uma. É pouco menos de 7% dos US$ 985,1 milhões que a companhia gastou em capital no trimestre. Caixa, ativos digitais, linha de crédito disponível e reservas de serviço da dívida somavam US$ 1.744,2 milhões. Em agosto, ela ainda fechou US$ 600 milhões em linhas de crédito sênior.

Nos nove primeiros meses, a companhia minerou 869 bitcoins e vendeu 3.374 por US$ 286,8 milhões. O prejuízo do período ficou em US$ 324,4 milhões. No primeiro trimestre, registrou baixa de US$ 266,5 milhões em ativos de mineração, sendo US$ 151,6 milhões em máquinas e US$ 114,9 milhões em infraestrutura, por causa da queda dos valores de revenda no mercado secundário. Entre abril e junho, encerrou o contrato de compra de equipamentos com a Block e a Proto e registrou perda de US$ 41,9 milhões.

O mercado cobrou a execução da obra

A ação caiu 10,8% na quinta-feira, de US$ 12,76 para US$ 11,38, apesar de a receita ter superado os US$ 193 milhões projetados por analistas na compilação da Koyfin. Perto das 14h45 em Nova York desta sexta, o papel era negociado a US$ 11,85, alta de 4% no dia.

O lucro líquido de US$ 1,18 bilhão no trimestre veio de um ganho contábil com a variação do valor justo de warrants, sem entrada de caixa. Já o EBITDA ajustado ficou em US$ 133,6 milhões, com margem de 57%.

A rede processa acima de 1 ZH/s

Na medição das 16h45 desta sexta, o mempool.space mostrava 1,037 ZH/s de poder de processamento na rede. A dificuldade está em 148,36 trilhões, depois de subir 5,5% no ajuste de 29 de outubro. O hashprice, receita diária por petahash, estava em cerca de US$ 33, queda de 18,5% em 30 dias e perto do ponto de equilíbrio das frotas mais antigas. Em agosto, quando o hash rate médio de 30 dias recuou 19%, a migração para a IA já aparecia como saída estrutural para o setor.

Na mesma semana, outras três mineradoras listadas anunciaram vendas de reservas. A Riot se desfez de 8.962 bitcoins no terceiro trimestre e de 20.264 no ano, cerca de US$ 1,5 bilhão, e ficou com 2.418. Na Hut 8, 3.102 moedas vendidas desde julho pagaram a recompra de US$ 250 milhões em ações. A Keel zerou a tesouraria com a venda de 2.520 moedas por US$ 192 milhões. Desde então, vende o que minera todos os dias.

A frota em operação era quase 50% menor no fim de setembro do que no fim de 2025, na conta do diretor financeiro Jim Nygaard. A mineração hospedada termina em 31 de dezembro. Os contratos com a AMD começam a pagar em 2027, e a companhia precisa transformar os 1.120 MW alugados em capacidade faturada. Em setembro, eram 485 MW.

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