DeFi

A Curve chegou à Stellar com US$ 1,16 bilhão de liquidez e nenhuma pool divulgada

A Curve passou a funcionar na rede Stellar nesta quinta-feira. O protocolo nunca tinha rodado de forma nativa fora das redes compatíveis com a Ethereum. Qualquer pessoa já pode abrir uma pool, encontrar as que existem, trocar um ativo por outro e depositar liquidez para ganhar a taxa das trocas. A interface está no ar em stellar.curve.finance. O anúncio veio sem endereço de contrato, sem par de ativos e sem volume negociado.

O StableSwap é o produto que fez o nome da Curve. Ele foi desenhado para ativos que deveriam valer a mesma coisa, como duas stablecoins presas ao dólar, e mantém o preço das trocas perto da paridade mesmo em volume alto. O modelo existe desde 2020 e fez da Curve a principal casa de troca entre stablecoins.

As pools servem para mais do que troca. Com liquidez dentro, viram balcão para a venda de garantias em liquidações e para a saída de posições abertas em plataformas de empréstimo. Para quem emite um ativo na Stellar, passam a ser o mercado onde esse ativo é negociado. Tudo isso depende de alguém depositar primeiro.

A escolha da Stellar faz sentido pelo que a rede já move. A Stellar vive de pagamento e remessa, e carrega US$ 367 milhões em stablecoins presas ao dólar e US$ 22 milhões em stablecoins de euro, na contagem do DefiLlama. O fundo tokenizado da Franklin Templeton na rede, o BENJI, tinha US$ 605 milhões em 6 de outubro, na leitura do rwa.xyz. Em setembro, o U.S. Bank usou a Stellar no primeiro piloto ao vivo da stablecoin própria, como esta matéria de 9 de setembro mostrou.

O tamanho dos dois lados

A Curve é grande para o padrão da Stellar. São US$ 1,16 bilhão de liquidez depositada, e 94,9% disso está na Ethereum. No acompanhamento do DefiLlama, o protocolo aparece em 32 redes, e a Stellar ainda não está entre elas. Do outro lado, o DeFi da Stellar inteiro soma US$ 231 milhões, um quinto do que a Curve guarda sozinha.

O fundador da Curve, Michael Egorov, disse que a expansão para fora das redes compatíveis com a Ethereum responde a demanda. Segundo ele, essa procura existe e vem de instituições, e a Stellar ficou mais próxima do universo de contratos da Ethereum do que outras redes. Denelle Dixon, que preside a Stellar Development Foundation, afirmou que stablecoin e ativo tokenizado só entregam valor quando as pessoas conseguem passar de um para o outro com eficiência. A fundação apoiou o lançamento.

O que o anúncio não diz

O FXSwap, o outro produto da Curve, só chega depois da auditoria, sem data marcada. Ele foi feito para pares que mudam de preço entre si, como um token de dólar e um de euro, e a Stellar tem US$ 22 milhões em stablecoins de euro, contra US$ 367 milhões nas presas ao dólar. O material de lançamento chama o StableSwap de implementação auditada, mas não diz quem assinou a auditoria nem quando ela aconteceu.

Não há pool divulgada com tamanho, par ou volume, e a Curve não informou quanto pretende trazer para a rede. A página está no ar desde hoje. Em uma pool recém-aberta, o primeiro depósito define o preço de partida e a profundidade que os primeiros usuários encontram.

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