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Depois do chefe do Prince Group, o Tesouro dos EUA sancionou quem assina pelas empresas

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta quinta-feira (5) quatro pessoas e 41 empresas ligadas ao Prince Group, o conglomerado cambojano que Washington trata como organização criminosa transnacional. É a terceira rodada de sanções contra o grupo, depois das listas de outubro do ano passado e de junho deste ano. O fundador, Chen Zhi, não está entre os nomes.

Ele foi indiciado pelo Departamento de Justiça em outubro de 2025 e preso no Camboja em 6 de janeiro, quando as autoridades do país o entregaram à China ao lado de outros dois chineses. O governo cambojano revogou a cidadania dele em dezembro. A lista publicada agora alcança outra parte da estrutura.

O Tesouro descreve os sancionados como pessoas que ajudaram a manter a operação do grupo depois das duas rodadas anteriores. Administrar empresas abertas no exterior, esconder quem de fato manda nelas e prestar serviços administrativos e financeiros a executivos do grupo era o trabalho delas.

O homem que controla oito empresas nas Ilhas Virgens Britânicas

Qiu Yong abre o comunicado, com 14 empresas. O Tesouro afirma que ele controla companhias nas Ilhas Virgens Britânicas e em Hong Kong em nome do Prince Group, que já foi funcionário de uma empresa controlada por Chen Zhi e que tem passaportes do Camboja, de Santa Lúcia e da Turquia.

Por duas empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, a Sun Speed Holdings e a Solar Scape, Qiu é o dono final de duas financeiras de Hong Kong que emprestam dinheiro, a Premium Financial e a Solar Scape Financial. Uma terceira, a Glad Glory, leva a três companhias de Hong Kong do ramo de vinhos, a Glad Vast, a Glad Sparkle e a Glad Harvest. O Tesouro cita reportagens da imprensa de Hong Kong sobre a atuação dele na distribuição e na venda de vinho na cidade e em Macau.

Ele também aparece como dono final de quatro empresas de prateleira registradas nas Ilhas Virgens Britânicas, a Victory Flora, a Win Applause, a Celestial Drive e a Sino Sagacious. São companhias registradas sem operação própria, prontas para receber negócios quando alguém precisa.

Ao lado dele está Zhao Mengyao, conhecida como Amy Zhao. Ela é assistente pessoal de Qiu, secretária corporativa e co-diretora de várias companhias que ele controla em Hong Kong. Os dois são acionistas da Mighty Divine Trust Hong Kong, dirigida por Zhou Yun, que o Tesouro já havia designado em outubro de 2025 como gestor de patrimônio de Chen Zhi.

A esposa, o sócio e a empresa de mídia

A lista inclui He Yujing, mulher do executivo Chen Bo, sancionado em junho. Depois das sanções de outubro de 2025, Chen Bo passou para o nome dela a propriedade de uma mansão em Tóquio. He Yujing também é dona da Super Light Speed Kh Technology, no Camboja.

Com ela aparece Visal Pang, cambojano que controla 11 empresas no país, várias delas em co-direção com Chen Bo. A relação do Tesouro inclui construtora, logística, imobiliária, hotel, lojas francas e um aplicativo. O Reino Unido já havia sancionado Visal Pang em março.

Outro ramo passa por Dai An, também sancionado em junho. Ele é o dono majoritário da Chen Hua Holdings, de Singapura, e diretor da Meritwise Group, nas Ilhas Maurício, e da Greenmeadows Properties, na Malásia. As três entraram na lista desta quinta. Também foi sancionada a Greenbay Multi Media, de Singapura, que pertence integralmente a Thet Li, apontado pelo Tesouro em outubro de 2025 como o responsável financeiro do grupo.

O 46º nome não tem ligação com o Prince Group

Além dos 45 alvos ligados ao conglomerado, o Tesouro sancionou um nome separado. Chui Kok Wa, malaio que mora em Madagascar, chefiava uma rede de golpistas que usava criptomoedas e outros sistemas para enganar americanos. O prejuízo apontado pelo Tesouro passa de US$ 400 mil. A sanção dele saiu por outro decreto, o que trata de atividades cibernéticas maliciosas.

Ficam bloqueados todos os bens que os citados tenham nos Estados Unidos ou em poder de americanos. Empresas controladas em 50% ou mais por um sancionado entram no mesmo bloqueio. Sem autorização específica, americanos não podem fazer negócio com nenhum deles.

O Prince Group nega as acusações. Já o lote de 127.271 bitcoins ligado ao grupo, que o Departamento de Justiça tenta confiscar desde outubro do ano passado, vale menos do que no dia do anúncio, como o LaboNews mostrou naquele mês.

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