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A Ethereum perdeu US$ 8,7 bilhões em stablecoins em 30 dias e a Tron quase não se moveu

As stablecoins somavam US$ 294,9 bilhões nesta sexta-feira, 6 de novembro, pelos números do DefiLlama, US$ 13,4 bilhões menos do que em 7 de outubro, uma queda de 4,34%. Só na última semana saíram US$ 5,3 bilhões. O bitcoin era negociado a US$ 75,7 mil por volta das 16h30, com baixa de 0,55% nas 24 horas anteriores.

A retração não se distribuiu por igual entre as redes. É na Ethereum que está 46,7% de todo o dinheiro atrelado ao dólar que circula em blockchain, US$ 137,6 bilhões, com US$ 8,7 bilhões a menos nos últimos 30 dias. Dali saiu a maior parte do que o mercado perdeu.

A Tron ficou parada

Na Tron, por onde passam os pagamentos em dólar digital e que sustenta US$ 94 bilhões, a queda em 30 dias foi de US$ 330 milhões. O saldo está 1,18% abaixo do pico de 10 de outubro. A Solana recuou US$ 1,59 bilhão, para US$ 15,1 bilhões, e a Arbitrum perdeu US$ 470 milhões.

As redes menores praticamente não se moveram. Na BSC, a queda foi de US$ 150 milhões, para US$ 14,4 bilhões, e a Base perdeu US$ 100 milhões, com US$ 5,1 bilhões em circulação. A Polygon recuou US$ 60 milhões, para US$ 3,4 bilhões.

Catorze dias seguidos de queda na Ethereum

Foram 14 dias seguidos de queda na Ethereum, entre 24 de outubro e esta sexta. O saldo saiu de US$ 144,6 bilhões e chegou a US$ 137,6 bilhões, uma retração de 4,9% no período. Nos últimos doze meses, a sequência mais longa tinha sido de 15 dias.

O pico da rede foi em 11 de maio, com US$ 164,5 bilhões. De lá para cá, US$ 26,9 bilhões saíram da Ethereum, o equivalente a 16,4% do total daquele dia. O conjunto das redes também está abaixo do máximo, de US$ 316,4 bilhões em 20 de maio, e opera 6,8% abaixo dele.

O fluxo que virou positivo é uma transferência

Outro dado chamou atenção nesta sexta. O analista CW, que publica análises de blockchain na CryptoQuant, escreveu que as stablecoins voltaram a registrar entrada líquida nas corretoras, depois de um período de saques. Ele classificou o momento como neutro, sem direção confirmada.

A medida é a diferença entre os depósitos e os saques nas carteiras das corretoras. Um número positivo significa que mais tokens entraram do que saíram dessas carteiras. Não significa emissão nova. O dólar digital que chega a uma corretora pode ter saído de uma carteira pessoal ou de um protocolo, sem que nenhuma stablecoin tenha sido criada.

Há mais de um destino para esses tokens. Saldo em corretora serve para comprar à vista e serve para margem em contrato futuro, o que inclui posição vendida. O dado publicado não informa quais corretoras receberam os recursos nem em qual janela de tempo.

As duas contas medem coisas diferentes. A série de fluxo da CryptoQuant cobre stablecoins no padrão ERC-20, da rede Ethereum, enquanto o total de capitalização reúne emissões de dezenas de redes. Um token pode trocar de carteira dentro da Ethereum e aparecer como entrada na corretora sem mexer no total em circulação.

As reservas de outubro ajudam a dimensionar o ponto de partida. Em 21 de outubro, o contribuidor Darkfost registrou US$ 41,6 bilhões em stablecoins ERC-20 na Binance, US$ 6,3 bilhões abaixo do nível de abril.

Nesta sexta, o maior emissor seguia com folga na liderança. O USDT respondia por US$ 177 bilhões e o USDC, por US$ 70,5 bilhões. Somados, os dois tokens concentram US$ 247,5 bilhões, 84% do total.

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