NEAR cai 13% na semana, sai do top 20 e volta ao nível de onde a alta partiu
Por volta das 16h30 desta sexta-feira, o NEAR operava a US$ 3,72, com baixa de 13% em sete dias. Mais cedo, chegou a US$ 3,66, o menor preço desde 20 de setembro. O valor de mercado caiu para US$ 4,88 bilhões e o token deixou o grupo das 20 maiores criptomoedas, atrás do Bitcoin Cash, que fecha a lista com US$ 5,32 bilhões.
A queda é bem maior que a do resto do mercado na mesma semana. O bitcoin recuou 1,75%, para perto de US$ 75,6 mil, o ether perdeu 0,5% e a Solana, 4,4%. Na comparação, o NEAR caiu quase três vezes mais que a Solana e sete vezes mais que o bitcoin.
A baixa acontece depois de uma alta que mais que triplicou o preço. Saiu de US$ 1,89 em 3 de setembro, passou de US$ 4 em 21 de setembro e tocou US$ 6 em 12 de outubro. Desse topo até a mínima desta sexta, devolveu 39%. Ainda assim, vale 97% mais do que no início de setembro.
O piso de US$ 3,60 não foi escolhido ao acaso
Entre 19 e 20 de setembro, o token fechou em US$ 3,76 e depois em US$ 3,59, antes de saltar para US$ 4,16 no dia seguinte. Não voltou a esse patamar até esta semana. É essa faixa que os analistas agora tratam como linha de defesa.
Giannis Andreou escreveu que os compradores precisam sustentar US$ 3,60 e formar um fundo mais alto antes de o preço voltar a subir. Na leitura dele, o fechamento diário precisa superar primeiro US$ 4,10 e depois US$ 4,30. A partir daí, o caminho seria US$ 4,80, US$ 5 e, mais adiante, US$ 6. O objetivo seguinte, segundo ele, fica perto de US$ 7, no ponto em que o preço encontra a linha de alta do gráfico.
Michael van de Poppe afirmou que a euforia em torno do NEAR atingiu o pico quando o preço passou de US$ 5. Ele disse que, para montar posição, olharia a região logo abaixo de US$ 3,50. Já Posty, com mais de 100 mil seguidores na rede social, viu no retorno do preço à média de 200 semanas, perto de US$ 3, um teste bom demais para ser coincidência.
O sinal que o indicador deu no gráfico diário
Ali Martinez apontou um sinal de compra do TD Sequential no gráfico diário do NEAR. Segundo ele, o mesmo indicador marcou o topo no meio de outubro, com uma contagem 13 agressiva, seguida da queda até a mínima desta sexta-feira.
Agora, o analista trabalha com US$ 4,30 como primeiro alvo e com uma subida até a linha de resistência do setup, perto de US$ 4,80. A leitura anterior da mesma ferramenta acertou a direção da virada e não mediu o tamanho dela. De lá para cá, o recuo chegou a 39%.
O que falta para a virada sair do papel
O primeiro teste é o fechamento acima de US$ 4,30, nível que Andreou e Martinez usam como confirmação da recuperação. Entre o preço desta sexta e US$ 4,30 há menos volume acumulado do que acima, porque quase tudo o que o token negociou nas últimas 60 sessões saiu com preço mais alto.
Um patamar acima dali já foi preço médio de compra para muita gente. Na medição por volume da janela de 60 dias encerrada na véspera, o preço médio pago pelo NEAR foi de US$ 4,46, como o LaboNews mostrou na terça-feira. É nessa faixa que quem comprou durante a alta de setembro e outubro fica no zero a zero, e onde cada avanço encontra vendedor.
O piso tem três referências distintas. Andreou defende US$ 3,60, 3% abaixo do preço atual. Os US$ 3,00 de Posty ficam 19% abaixo, e o nível de US$ 3,50 de van de Poppe cai no meio do caminho.
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